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sábado, 20 de junho de 2009

O aborto na visão do umbandista

Hoje entrei no blog do Terreiro Pai Maneco e encontrei uma deveras interessante e relevante opinião sobre a polêmica do aborto. Claro que todos somos providos do livre arbítrio, as mulheres são donas de seus corpos, enquanto espíritos também temos este dom. A questão, creio, deve ser respondida pela consciência de cada um que a tenha e dela se valha para poder evoluir de acordo com o desejo do Pai Celestial. Entretanto a leitura do trecho postado pelo pai Fernando, de seu livro 'Grifos do Passado', se faz importante para a compreensão do assunto pelos irmãos e irmãs de fé. Transcrevo a seguir o texto do meu Pai de Santo; faço isso no intuíto de compartilha-lo com o maior número de pessoas o quanto seja possível. Chega de hipocresia na lida com um assunto tão sério, que mexe tão profundamente com a psiquê de tantas irmãs e irmãos de jornada:

"...Uns médicos me procuraram:

- Nós estamos fazendo uma pesquisa sobre o aborto. Gostaríamos da opinião da umbanda sobre o uso da pílula do dia seguinte, ou contracepção. Por ela ser abortiva, muito embora três dias depois da concepção, algumas religiões a combatem. – esclareceu um deles.

- Apesar de ser umbandista, não posso falar em nome da religião. Se vocês quiserem posso dar minha opinião pessoal – adverti.

- Sempre é uma opinião. – responderam, demonstrando decepção.

- O aborto é um tema polêmico, e sobre ele as religiões são austeras e radicais, inclusive o espiritismo. Seria um ato criminoso abortar o feto, se o espírito reencarnado estivesse grudado com ele. – afirmei.

- Mas, segundo dizem, ele já estaria reencarnado. Por que você insinua o contrário?

- O espírito só reencarna no corpo da criança, quando ela dá o primeiro grito. Afirmei, convicto.

- Você está declarando que é a favor do aborto? Perguntou, surpreso.

- De jeito nenhum. Sou contra, por entender que a gravidez rejeitada foi o fruto de uma paixão carnal, fugindo totalmente do princípio divino, que só admite o sexo para a perpetuação da espécie humana e os pais deveriam assumir responsabilidade de seus atos. Extravasei.

- Então as mulheres que provocam o aborto não são na sua concepção, criminosas? Enfatizou o médico.

- É comum às mulheres que abortaram, depois da conscientização do espiritismo, irem ao desespero por se sentirem criminosas. Vou aliviar seus corações, afirmando que os espíritos das crianças não estão cobrando nada, nem vão para o inferno. Esperam, com certeza, outra oportunidade de reencarnar.

- Se suas declarações são ou não verdadeiras não me compete julgar, mas elas são conflitantes com as que ouvimos até agora, principalmente quanto ao momento da reencarnação do espírito. A maioria afirma ser na concepção e você diz ser depois que nasce. Por mera curiosidade, nada tendo a ver com o objetivo da entrevista, você pode me dizer como chegou a esta conclusão, de um modo tão convicto? Perguntou, dando a entender ser o fim da entrevista.

- Posso, culpa da ciência. Esclareci.

- Como? Não entendi.

- Alguém pode me explicar, de modo convincente, como estão os quinhentos espíritos dos embriões humanos congelados na Inglaterra? Estão grudados nos quinhentos tubos de ensaio, esperando, sabe até quando, para serem gerados?

- É...Não tinha pensado assim... Respondeu o médico, despedindo-se, junto com os demais..."

Fonte: Guimarães, Fernando - Grifos do Passado - 2004 - pgs. 187 - 188 - www.paimaneco.org.br

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