Translate

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Salmo LI: “Do mundo do pecado para o reino da graça”




Leia o Salmo 51 para: usar de maneira correta o talento, a popularidade e a sabedoria para se destacar. Este Salmo também é muito eficaz em casos desesperados, perdão, feitiços e para ajudar nos negócios. Recite com fé!

1. Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

2. Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.

3. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

4. Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos; de sorte que és justificado em falares, e inculpável em julgares.

5. Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.

6. Eis que desejas que a verdade esteja no íntimo; faze-me, pois, conhecer a sabedoria no secreto da minha alma.

7. Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.

8. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que se regozijem os ossos que esmagaste.

9. Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades.

10. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável.

11. Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo Espírito.

12. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

13. Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e pecadores se converterão a ti.

14. Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua cantará alegremente a tua justiça.

15. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca proclamará o teu louvor.

16. Pois tu não te comprazes em sacrifícios; se eu te oferecesse holocaustos, tu não te deleitarias.

17. O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

18. Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.

19. Então te agradarás de sacrifícios de justiça dos holocaustos e das ofertas queimadas; então serão oferecidos novilhos sobre o teu altar.

Fonte: Literatura esotérica e Salmos, 51 - Bíblia Sagrada

Ouça também outra versão do poderoso Salmo 51 na bela voz de Cid Moreira:


Recomendado para você

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Santos do Mês de Dezembro



1. Santo Elói (+ França, 659)

Imagens de alguns dos Santos e Santas do mês de Dezembro
Corria o século VII quando o rei Clotário II, desejoso de possuir um trono de ouro, reuniu grande quantidade desse metal e começou a procurar algum ourives que lhe executasse o serviço. Mas todos os ourives que encontrou, sendo desonestos, lhe diziam que o ouro acumulado não era suficiente. Afinal apareceu Elói, mestre afamado de ourivesaria, e declarou que aquele ouro era suficiente para a confecção do trono. O contrato celebrado, Elói recebeu o ouro e se pôs a trabalhar. Sendo honestíssimo, aproveitou bem o ouro recebido e conseguiu com ele fazer não somente um, mas dois tronos, e os entregou ao rei. Admirado com a honestidade do artista, Clotário o nomeou guardião e administrador do tesouro real. Essas funções foram mantidas por Elói durante o reinado de Dagoberto II, filho de Clotário. Depois de muitos anos de bons serviços ao rei e ao reino, o antigo ourives foi feito bispo de Noyon, revelando-se um grande e zeloso prelado que estendeu suas atividades apostólicas muito além dos limites de sua diocese e até mesmo do reino.

2. Santa Bibiana, Virgem e Mártir (+ Roma, 363)

Seu pai, Flaviano, antigo prefeito de Roma, e sua mãe, Dafrosa, foram martirizados durante o curto e ímpio reinado de Juliano o Apóstata. Santa Bibiana foi obrigada a passar seis meses num prostíbulo, para que se perdesse, mas com a graça de Deus conservou a fé e a pureza intactas. Depois disso foi chicoteada até à morte.

3. São Francisco Xavier (+ 1552)

Foi um dos primeiros discípulos arregimentados por Santo Inácio de Loyola e estava entre os fundadores da Companhia de Jesus. Pregou na Índia, no Japão e em outras nações do Oriente. Converteu e batizou muitos milhares de pagãos e praticou milagres portentosos. Faleceu aos 46 anos de idade, no momento em que se aproximava das costas da China, que pretendia conquistar para Nosso Senhor Jesus Cristo. É o patrono dos missionários católicos.

4. São João Damasceno (+ Síria, 749)

Nascido na Síria, gozava de uma situação estável e prestigiosa no mundo, pois era prefeito de Damasco e homem de confiança do califa. Por amor a Jesus Cristo renunciou a tudo, distribuiu aos pobres sua fortuna e ingressou no convento de São Sabas, perto de Jerusalém. Combateu a heresia iconoclasta, que pregava a destruição das imagens religiosas, escrevendo três livros para refutá-la. Escreveu também um tratado famoso, sobre a fé e a ortodoxia dos Padres gregos. É considerado o último dos grandes Padres da Igreja do Oriente. Morreu quase centenário, depois de uma vida cheia de méritos e bons exemplos.

4. Santa Bárbara (séc 3 DC)
Santa Bárbara nasceu em Nicomédia, na Ásia Menor, pertencendo a uma família de certa posição social. Às ocultas dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. Leia mais sobre Santa Bárbara e seu sincretismo com a Orixá Iansã, no Brasil...

5. São Sabas (+ Palestina, 532)

Pela sua virtude eminente, foi chamado "a pérola do Oriente". Fundou, perto de Jerusalém, o mosteiro em que dois séculos depois viveria São João Damasceno, comemorado no dia de ontem. É considerado um dos principais organizadores do monaquismo palestino.

6. São Nicolau (+ Ásia Menor, 324)

Bispo de Mira, na Ásia Menor, durante a perseguição de Diocleciano foi preso e torturado por ser cristão, mas não chegou a ser martirizado. Participou do Concílio de Nicéia, no qual foi condenada a heresia ariana. Na abertura desse concílio, o imperador Constantino ajoelhou-se diante de São Nicolau e de outros santos varões que haviam padecido na última perseguição, e beijou com respeito suas gloriosas cicatrizes. É um dos santos mais populares da Igreja, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Suas relíquias foram transportadas para Bari, no sul da Itália, onde até hoje são objeto de grande veneração.

7. Santo Ambrósio, Bispo (+ Milão, 397)

Era funcionário do Império e governava o norte da Itália quando os fiéis da diocese de Milão, inspirados por Deus, o aclamaram seu bispo. Àquela altura, Ambrósio era apenas catecúmeno e ainda não havia recebido o batismo. Mas foram tão claros os sinais de que era a voz de Deus que naquele momento falava pela boca dos populares que, depois de alguma hesitação, Ambrósio aceitou. Foi batizado, ordenado sacerdote e sagrado bispo. Tomando inteiramente a sério as novas responsabilidades, colocou sua imensa cultura e sua invulgar capacidade administrativa ao inteiro serviço da Igreja. Combateu heresias, favoreceu e defendeu a virgindade consagrada a Deus, empenhou-se tenazmente para extirpar os restos de paganismo do Império. Não hesitou em enfrentar o imperador Teodósio, impondo a ele uma penitência pública porque se portara mal. Deixou numerosos escritos de alto valor intelectual, e teve papel eminente na conversão de Santo Agostinho.

8. Imaculada Conceição de Maria

Em 1854, atendendo aos anseios mais profundos de toda a Igreja, o Papa Pio IX proclamou como dogma de fé a Imaculada Conceição de Maria. Quase desde o seu nascimento, o Brasil vive sob o manto e o patrocínio de Maria Imaculada. Nossa Pátria, filha e de certa forma obra-prima de Portugal, desde 1646 estava consagrada à Imaculada Conceição, pois naquele ano o Rei D. João IV, reunido com as Cortes gerais do Reino, consagrou Portugal e todos os seus domínios a Nossa Senhora da Conceição. À mesma Padroeira Imaculada -- sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida -- o Brasil se quis devotar desde seus primórdios de nação plenamente emancipada. Em 1904, a Imagem da Aparecida foi solenemente coroada, por mandado do Papa São Pio X, com uma coroa de ouro cravejada de 40 brilhantes que lhe fora oferecida pela Princesa Isabel. E em 1930, atendendo a uma solicitação do Episcopado Brasileiro, o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira Principal do Brasil. Leia mais...

9. Santa Leocádia, Virgem (+ Toledo, 304)

Era jovem, bela e de nobre família. Cristã fervorosa, foi presa durante a perseguição de Diocleciano. Confessou com firmeza sua fé em Jesus Cristo, foi torturada atrozmente e sem se quebrantar recebeu a palma do martírio. É padroeira da cidade de Toledo, na Espanha.

10. São Melquíades, Papa (+ Roma, 314)

Foi durante seu breve Pontificado que o imperador Constantino, pondo fim a 250 anos de perseguições, autorizou a livre prática da verdadeira Religião em todo o Império romano. Embora não tenha diretamente derramado o sangue em defesa da Fé, São Melquíades recebe as honras de mártir pelo muito que sofreu em diversas perseguições à Igreja.


11. São Dâmaso I, Papa (+ Roma, 384)

Natural da cidade lusitana de Guimarães, era irmão de Santa Irene. Possuía grande cultura, era arquivista e poeta, e tinha também gosto pela arqueologia. Ordenou a organização dos arquivos da Igreja, conservando versões fiéis e autênticas dos escritos dos primeiros Padres e mandando destruir versões apócrifas e deturpadas, para que no futuro não pudessem ser aproveitadas por hereges. Com a mesma profética intenção, quis que houvesse uma única versão oficial dos Livros Sagrados, e incumbiu seu secretário, São Jerônimo, de fazer uma tradução latina das Escrituras, diretamente dos originais gregos ou hebraicos, daí nascendo a célebre "Vulgata". Ordenou que fossem feitas escavações e obras de conservação nas catacumbas, abandonadas desde que Constantino dera liberdade à Igreja, em 312. Pessoalmente redigiu, em versos, os epitáfios dos incontáveis mártires que iam sendo localizados nas galerias subterrâneas de Roma. Por influência sua foi retirada do Senado romano a estátua da deusa Vitória, sendo assim eliminado esse vestígio do paganismo oficial. Foi um dos primeiros Papas a definir explicitamente o primado do Papa sobre a Igreja Universal, com uma autoridade que lhe vem de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não por delegação dos demais bispos ou de concílios. Apoiou Santo Atanásio em sua luta contra o arianismo e combateu tenazmente essa, como diversas outras heresias do tempo. Em resumo, pode-se dizer que seu Pontificado, que durou 18 anos, foi dos mais fecundos dos primeiros séculos da História da Igreja.

12. Nossa Senhora de Guadalupe (Padroeira Principal da América Latina)

Em 1531, Nossa Senhora apareceu a um príncipe indígena mexicano, o Beato Juan Diego e deixou a ele um sinal de que era realmente a Mãe de Deus: no manto do vidente apareceu milagrosamente impressa a imagem da Virgem. A partir daí, a evangelização do México, até então lenta e difícil, tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da bárbara superstição dos aztecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos. O manto de Juan Diego, perfeitamente conservado apesar de se terem passado mais de 450 anos, é ainda hoje venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi declarada Padroeira de toda a América, em 1945, pelo Papa Pio XII. Nesse santuário, o Papa João Paulo II consagrou solenemente, em 1979, toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe.

13. Santa Luzia, Virgem (+ Sicília, séc. IV)

Vivia em Siracusa, na Sicília, e tinha consagrado a Deus sua virgindade. Por amor a Ele renunciou, em favor dos pobres, a toda a sua fortuna, que não era pequena. Chamada pelo prefeito de Siracusa, confessou a crença em Jesus Cristo e foi por isso decapitada. A devoção a Santa Luzia é muito antiga e se generalizou por toda a Igreja. Há em Roma pelo menos vinte igrejas consagradas a ela. É invocada como protetora especial contra as doenças dos olhos.

Leia também: A Vida de Santa Luzia de Siracusa

14. São João da Cruz (+ Ubeda, Espanha, 1591)

Colaborador de Santa Teresa d'Ávila na reforma da Ordem carmelita e grande mestre da Mística. Dele diz o Martirológio Romano-Monástico: "seu zelo e o sucesso de seus esforços causaram-lhe provações humilhantes, que lhe ensinaram a subir, dentro da 'noite escura', até à experiência mística do 'nada' do homem diante da Majestade Divina".

15São Mesmino (+ França, séc. VI)

Fundou o mosteiro de Micy, perto de Orléans, numa propriedade que o rei Clóvis lhe dera. Foi o primeiro abade desse mosteiro e teve como discípulos São Calásio e Santo Avito.

16. Santa Adelaide, Imperatriz (+ Sehl, Alemanha, 999)

Filha do rei da Borgonha, casou em segundas núpcias com Oto I, rei da Germânia e primeiro imperador do Sacro Império Romano-Alemão. Foi regente do Império durante a menoridade de seu filho Oto II e, mais tarde, durante a menoridade de seu neto Oto III. Amiga e dirigida espiritual de Santo Odilon, abade de Cluny, colaborou ativamente com ele na expansão da reforma cluniacense pelo mundo germânico.

17. Santa Olímpia, Viúva (+ Bitínia, Ásia Menor, 408)

Pertencia à mais alta nobreza bizantina e casou ainda muito jovem com o prefeito de Constantinopla. Enviuvando aos 20 anos de idade, não quis contrair novo casamento, mas resolveu consagrar-se inteiramente a Deus, e utilizou sua imensa riqueza na fundação de um hospital e um orfanato, servidos por religiosas das quais ela era superiora. Quando São João Crisóstomo, seu diretor espiritual, foi injustamente expulso do Patriarcado de Constantinopla, Santa Olímpia continuou fiel a ele e se recusou a reconhecer o intruso irregularmente nomeado para substituí-lo como patriarca. Foi por isso perseguida e teve sua comunidade dispersada. Partiu para o exílio, onde morreu ainda jovem.

18. São Gaciano, Bispo (+ séc. IV)

Pregou o Evangelho na Gália e foi o primeiro bispo de Tours. Muitos anos depois, São Martinho de Tours, seu sucessor na mesma diocese, recebeu de Deus a revelação do local exato em que fora sepultado São Gaciano, e passou a venerá-lo convenientemente. 

Dia 18 de dezembro também é a festa litúrgica à Nossa Senhora do Ó que é conhecida com o nome de "Expectação do parto de Nossa Senhora", e entre o povo com o título de "Nossa Senhora do Ó". Nossa Senhora do Ó é uma devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, remontando à época do X Concílio, presidido pelo arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de Dezembro. 

Saiba mais lendo: Nossa Senhora do Ó ✞ 18 de Dezembro.

19. Beato Urbano V, Papa (+ Avignon, 1370)

Antes de ser Papa foi monge beneditino e abade de Saint-Germain de Auxerre e de Saint-Victor de Marselha. Subiu ao sólio pontifício em 1362 e se esforçou para fazer retornar a Sé Apostólica a Roma, mas não foi bem sucedido e precisou regressar a Avignon, e ali morreu meses depois. 

20. São Domingos de Silos (+ Castela 1073)

Nasceu no reino de Navarra, onde ingressou na Ordem beneditina, mas precisou transferir-se para o reino de Castela porque injustamente perseguido pelas autoridades navarras. Em Castela coube-lhe restaurar a velha abadia de Silos, que se encontrava decadente e moribunda. Não apenas a restaurou física e espiritualmente, mas também do ponto de vista cultural a elevou a um nível muito alto. Trabalhou para a libertação de católicos prisioneiros dos muçulmanos e morreu com fama de santidade eminente. Costuma ser invocado pelas parturientes. Quando uma rainha da Espanha estava para dar à luz, era costume o abade de Silos levar para o Palácio Real o báculo milagroso de São Domingos, e só depois do bom parto o ia buscar de volta.


21. São Pedro Canísio, Doutor da Igreja (+ Friburgo, 1597)

No mesmo ano em que no Brasil o Beato José de Anchieta entregava sua alma a Deus, na Suíça outro grande jesuíta dos tempos áureos da Companhia também encerrava sua carreira na Terra: São Pedro Canísio, o homem a quem considerável parte do mundo alemão deve sua fidelidade à Igreja de Roma. Pelos seus escritos e pela sua palavra inflamada, esse filho de Santo Inácio de Loyola conseguiu opor uma barreira sólida aos avanços da 'heresia luterana'. Os católicos alemães e suíços o veneram, a justo título, como o segundo Apóstolo de suas pátrias.

22.   Santa Francisca Xavier Cabrini, Virgem (+ Illinois, 1917)

Nascida na Itália numa época em que milhões de italianos emigravam para outros países, recebeu de Deus a missão de cuidar dos interesses espirituais e materiais dessas famílias católicas que estavam no desamparo, em terras estranhas, de línguas e até de religiões diferentes. Fundou a Congregação das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, destinada a dar assistência a esses emigrantes. Incansável, estendeu sua obra a numerosos países e cruzou nada menos que 30 vezes o Oceano Atlântico. Percorreu toda a América e chegou a transpor a cavalo a Cordilheira dos Andes. No Brasil, contraiu febres que não mais a abandonaram. Faleceu aos 67 anos, deixando fundadas exatamente 67 casas de sua congregação. Foi nos Estados Unidos, onde com o entusiasmo de uma jovem prosseguia incansavelmente seu trabalho, que Deus a chamou a Si. 

23. São João Câncio (+ Cracóvia, 1473)

Sacerdote polonês, professor de Filosofia e Teologia na Universidade de Cracóvia, foi preceptor de príncipes da Casa real polonesa. Faleceu aos 83 anos de idade, depois de se ter santificado na prática virtuosa do estudo e do ensino, assim como no exercício das funções de vigário numa paróquia. Foi canonizado em 1767.

24. São Charbel Makhlouf (+ Líbano, 1898)

Sacerdote católico de rito maronita, passou a maior parte da vida como monge contemplativo e solitário, praticando jejuns e penitências, em contínua oração. Recebeu de Deus o dom de fazer milagres. Sua vida maravilhosa nada fica a dever às dos antigos monges do deserto da fase áurea do monarquismo oriental.

25. Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

Dia em que se comemora o nascimento de Cristo. No Natal de 1953, comentando num artigo a célebre frase de São João "A Luz brilhou nas trevas" (1, 5), o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira assim escreveu: "Foi com estas palavras que o Discípulo amado anunciou, para seu tempo e para os séculos vindouros, o grande acontecimento que celebramos neste mês (clique aqui e veja outras frases de Natal). Fórmula sintética, sem dúvida, mas que exprime o conteúdo inexaurivelmente rico, do grande fato: havia trevas por toda a parte, e na obscuridade dessas trevas se acendeu a Luz. Qual a razão destas metáforas? Por que luz? Por que trevas? Os comentadores são unânimes em afirmar que as trevas que cobriam a terra quando o Salvador nasceu eram a idolatria dos gentios, o ceticismo dos filósofos, a cegueira dos judeus, a dureza dos ricos, a rebeldia e o ócio dos pobres, a crueldade dos soberanos, a ganância dos homens de negócio, a injustiça das leis, a conformação defeituosa do Estado e da sociedade, a sujeição do mundo inteiro à prepotência de Roma. Foi na mais profunda escuridão dessas trevas que Jesus Cristo apareceu como uma luz. Qual a missão da luz? Evidentemente, dissipar as trevas. De fato, aos poucos, foram elas cedendo. E, na ordem das realidades visíveis, a vitória da luz consistiu na instauração da Civilização Cristã que, ao tempo de sua integridade, foi, embora com as falhas inerentes ao que é humano, autêntico Reino de Cristo na terra" (transcrito de "Catolicismo", dezembro de 1953).


26. Santo Estevão, Protomártir (+ Jerusalém, séc. I)

Santo Estevão foi um dos sete primeiros diáconos de Jerusalém. Pregava admiravelmente e obtinha numerosas conversões para o Cristianismo, razão pela qual incorreu no ódio dos judeus inimigos da Igreja nascente. Preso e condenado como blasfemo, foi apedrejado. Tem a glória de ser o Protomártir, ou seja, o primeiro mártir que derramou seu sangue por amor a Jesus Cristo.

27. São João, Apóstolo e Evangelista (+ Éfeso, séc. I)

Filho de Zebedeu e irmão de São Tiago o Maior, foi discípulo de São João Batista antes de ser o "Discípulo amado" de Nosso Senhor. No alto do Calvário, representou a Humanidade quando recebeu como Mãe a Maria Santíssima, e foi a Ela entregue como filho. É autor do quarto Evangelho e de três epístolas canônicas. Viveu, segundo a tradição, na ilha de Patmos, onde lhe foi revelado o Apocalipse, e morreu quase centenário em Éfeso.

28. Santos Inocentes, Mártires

Neste dia a Igreja recorda os meninos inocentes de Belém e arredores, de idade inferior a dois anos, os quais, conforme o relato do Evangelho, foram arrancados de suas mães e assassinados cruelmente, por ordem de Herodes. Embora não tivessem uso da razão, morreram por Cristo Jesus, e por isso a Igreja os honra com o título de mártires. Em nossos dias, assistimos a uma nova matança dos inocentes, muitas crianças são assassinadas cruelmente, é muito triste saber que este crime é tantas e tantas vezes praticado pelas próprias mães desnaturadas ou pais enfurecidos! Nos faz pensar, de fato, em que consiste o aborto voluntariamente provocado? Analisando bem chegamos a conclusão de que consiste, pura e simplesmente, no assassinato do filho pela própria mãe. O feto, ou seja, o ser humano desde o momento da concepção até o do nascimento, é um ser distinto de sua mãe. Sua alma já está ali próxima, esperando para encarnar. Eliminar o embrião, seja em que fase for de seu desenvolvimento, é considerado pela Igreja Católica, e por muitas outras religiões, um assassinato, uma violação aos direitos humanos. Infelizmente assistimos nos dias de hoje que, com toda a naturalidade, se vai disseminando a cruel prática do aborto, consagrada e protegida pelas legislações! Alarmante também é saber que, em alguns casos, são legalmente punidos médicos ou enfermeiras que em consciência se recusam a participar desses crimes!

29. São Tomás Becket (+ Cantuária, 1170)

Depois de ter desempenhado com brilho a função de chanceler do Reino da Inglaterra, foi indicado pelo rei Henrique III para arcebispo de Cantuária e primaz da Inglaterra. Como até então era leigo, foi ordenado sacerdote e dois dias depois sagrado bispo. Logo se tornaram inevitáveis os conflitos entre aquele rei absolutista, que queria reduzir a Igreja a mero departamento do Estado inglês, e o prelado zeloso dos direitos de Deus e das prerrogativas de sua Igreja. Em conseqüência dos choques cada vez mais violentos, São Tomás precisou fugir para a França, onde esteve exilado por seis anos. Mais tarde retornou a sua diocese, mas recomeçaram os conflitos e o Santo acabou assassinado brutalmente por partidários do rei, dentro de sua própria catedral. 

30. Sagrada Família

No domingo dentro da Oitava do Natal ou, se não houver, no dia 30 de dezembro, é celebrada a Festa Jesus, Maria e José -- a Sagrada Família. Trata-se de celebração muito oportuna, especialmente nos tempos atuais, em que a instituição tradicional da família -- entendida cristã, ou seja, estruturada em torno do casamento monogâmico e indissolúvel -- e que atualmente padece de grave crise. Com efeitos como o divórcio e o aborto; ou mesmo o casamento entre pessoas de um mesmo sexo, que por ordem natural não podem gerar filhos, vêm gradativamente entrando livremente nas legislações de paises de todo o mundo. Existem legislações que não só permitem estes atos  que corroem a base da sociedade, como vão além, e prevêem severas punições para quem, em nome da fé e do bom senso, se opuser a elas. Com isso se inverte a ordem natural das coisas e se violam gravemente as Leis da Natureza. Deus, como Criador, tem o direito de ser obedecido pelos indivíduos, pelas sociedades, pelas nações. Numa época em que tanto se fala; muitas vezes sem respeito a Deus, a natureza e ao próximo, em direitos humanos, por que ninguém, ou quase ninguém, se lembra dos direitos de Deus? Porquê não respeitamos a ordem natural das coisas? A família é a base da sociedade, no dia em que a família acabar estaremos perto do dia em que tudo cessará. Precisamos lutar pela integridade da família, garantindo assim a perpetuação da espécie humana e o respeito a natureza, fonte da vida, a maior dádiva  que Deus Pai concedeu à humanidade.

31. São Silvestre I, Papa (+ Roma, 335)

Foi Papa por 21 anos, desde 314 até sua morte. Coube-lhe a tarefa não pequena de iniciar a organização da vida da Igreja em condições de normalidade às quais ela não estava habituada, depois de 250 anos de clandestinidade. Foi sob São Silvestre que começaram a ser estabelecidas, como locais de culto, as grandes basílicas romanas. Três concílios também foram realizados em seu Pontificado, o de Arles e o de Ancira, em 314, e o de Nicéia, em 325. Nesses concílios, a Santa Igreja defendeu sua integridade contra os erros e desvios suscitados, naqueles tempos, como em todos os séculos -- inclusive neste século XX cujo término coincidirá com o do ano 2000 -- pelo demônio, na tentativa de atingir a integridade do Corpo Místico de Jesus Cristo. Mas, por força da promessa de seu Divino Fundador, a Igreja é imortal e perdurará até à consumação dos séculos.


Recomendado para você

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Oração do Caboclo Akuan





"Aos membros da corrente: Os filhos estão nesta casa trazidos pela dor, necessidade ou pela fé. 

Quando a dor suaviza, a necessidade desaparece, a fé arrefece. Zambi atende todos os pedidos pela fé. 

Assim, desaparecendo a necessidade, quando a fé arrefece, a dor pode voltar. Meus filhos, se o sol está entrando em suas vidas, cuidado com o retorno dos maus tempos. 

Só a fé é ouvida por Zambi.

Fé e dedicação, culto aos espíritos e o interesse pelos necessitados antes dos seus.

Prefiro ter os meus filhos da minha casa pela fé, do que pelo retorno da dor."


Caboclo Akuan


Publicidade

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Iansã, a Senhora dos Ventos e das Tempestades




A Santa Bárbara

Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras. Santa Bárbara, ora por nós.

Pedido de proteção à Iansã / Santa Bárbara

Gloriosa virgem e mártir Santa Bárbara, que pelo vosso ardente zelo da honra de Deus padecestes, em tenebroso cárcere, fome, sede e cruéis açoites; que antes de serdes degolada pelo vosso próprio pai, milagrosamente, pudestes ainda serdes confortada pelo santo Viático no caminho para a eternidade; nos vos rogamos, ó santa virgem-mártir, nos alcanceis de Deus onipotente a mercê de nos indicar sempre o verdadeiro modo de praticar o bem, a fim de que, vivendo no seu santo temor e amor e sofrendo nesta vida com paciência as tribulações que nos acometerem, possamos um dia expirar santamente no ósculo de Deus, confortados pelo Pão da Vida, no caminho para a bem-aventurança eterna./ Obtende-nos, ó Santa Bárbara, / Não ter morte repentina; / E que nossa alma contrita/ Entre na mansão divina. Assim Seja.


PAI-NOSSO, AVE-MARIA e GLÓRIA AO PAI.

YANSÃ, (Inhaçã ou Iansã) é sintetizada com Santa Bárbara

COR: amarelo escuro / alaranjado

AMALÁ: 7 velas brancas e 7 amarelo escuro, água mineral, acarajé ou milho em espiga coberto com mel ou ainda canjica amarela, fitas branca e amarelo escuro e flores. Local de entrega em pedra ao lado de um rio.

BANHO DE DESCARREGO: Catinga de mulata – Cordão de frade – Gerânio (cor-de-rosa ou vermelho) - Açucena – Folhas de Rosa Branca – Erva de Santa Bárbara.

SAUDAÇÃO: Eparrei Oyá!

FESTA: Dia 04 de Dezembro


Iansã, Yansan (ou Inhaçã) é sincretizada por Santa Barbara. É a Senhora dos Raios. Seu símbolo é uma taça ou cálice. Também conhecida como a Dona dos Ventos e das Tempestades, é a Iabá (Orixá feminino) de temperamento mais forte, dotada de uma força bélica que encontra correspondência no lado masculino em Ogum.

Nas lendas provenientes do Candomblé, Iansã foi mulher de Ogum e depois de Xangô, seu verdadeiro amor. Xangô roubou-a de Ogum. Dona de temperamento forte, é uma guerreira, e não vem a ser uma mãe como Oxum e Yemanjá, e sim uma rainha, mesmo tendo 9 filhos. Ela é a senhora dos eguns, das almas, e não é raro que seus filhos tenham mais entidades diferentes lhes acompanhando do que os filhos de outros orixás.

Suas Guias são amarelas, diferentemente das de Candomblé, que podem ser vermelhas ou corais, dependendo da qualidade de Iansã a que se refiram. Dia da semana: quarta-feira Saudação: Eparrei

Seus maiores símbolos são os chifres de búfalo, o alfanje, a adaga, e o eruesin.

Iansã Guerreira, batalhadora e valente, Iansã possui como símbolos o cálice, a espada e o leque. Na umbanda, costuma vestir a cor Azulão.

Em geral, costuma ser sincretizada com Santa Bárbara, havendo, no entanto, variações a depender da qualidade considerada. Oyá Funã, por exemplo, é sincretizada com Santa Madalena, enquanto Oyá Iybalé com Santa Joana D'Arc.


História de Santa Bárbara


Santa Bárbara nasceu em Nicomédia, na Ásia Menor, pertencendo a uma família de certa posição social. Às ocultas dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã.

Devia ter tido especiais dotes de beleza e inteligência, porque seu pai, Dióscoro, depositava nela as mais radiosas esperanças em vista de um casamento honroso. Mas Bárbara apresentava indiferença às solicitações do pai, até que este descobriu sua condição de cristã. Ficou, então, furioso e seu amor paterno se transformou em ódio desumano. Ameaçou-a com torturas e, finalmente, denunciou-a ao prefeito da província, Martiniano.

O coração da Jovem Bárbara sentia-se dilacerado entre amores opostos: o dos pais de uma parte e o de Cristo, amor supremo. Verificou-se nela a palavra do Divino Mestre: "Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa" (Mt.10,34-36).

Bárbara suportou o processo com firmeza e altivez cristã, protestando sua fidelidade a Cristo, a quem tinha consagrado sua virgindade. Era o tempo do imperador Maximiano, nos primeiros anos do século IV. O juiz, vendo a obstinação da jovem cristã em professar a fé, mandou aplicar-lhe cruéis torturas, mas suas feridas sempre apareciam curadas. Pronunciou, então, sua sentença de morte.

O próprio pai, Dióscoro, furioso em seu cego paganismo, decepcionado em seus interesses, num excesso de barbárie, prontificou-se para executar a sentença: atirou-se contra a filha, que se colocou de joelhos em atitude de oração, e lhe decepou a cabeça. Logo após ter praticado seu hediondo crime, desencadeou-se formidável tempestade e o pai, atingido por um raio, caiu morto.

O culto de veneração desta santa do Oriente passou para o Ocidente, sobretudo, Roma, onde desde o século VII se multiplicaram as igrejas e oratórios dedicados a seu nome.

Esta santa é invocada, sobretudo, como protetora contra a morte trágica e contra os perigos de explosões, de raios e tempestades. Na iconografia cristã Santa Bárbara é geralmente apresentada como uma virgem, alta, majestosa, com uma palma significando o martírio, um cálice como símbolo de sua proteção em favor dos moribundos e ao lado uma espada, instrumento de sua morte.


Características dos Filhos de Iansã
Compartilhado de "Minha Umbanda Querida"


Para os filhos de Iansã, viver é uma grande aventura. Enfrentar os riscos e desafios da vida são os prazeres dessas pessoas, tudo para elas é festa. Escolhem seus caminhos mais por paixão do que por reflexão. Em vez de ficar em casa, vão à luta e conquistam o que desejam.
  
São pessoas atiradas, extrovertidas e diretas, que jamais escondem seus sentimentos, seja de felicidade, seja de tristeza. Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, e o antigo parceiro é como se nunca tivesse existido. Isso não é prova de promiscuidade, pelo contrário, são extremamente fiéis à pessoa que amam, mas só enquanto amam.

Essas pessoas tendem a ser autoritárias e possessivas; seu gênio muda repentinamente sem que ninguém esteja preparado para essas guinadas. Os relacionamentos longos só acontecem quando controlam seus impulsos, aí, são capazes de viver para o resto da vida ao lado da mesma pessoa, que deve permitir que se torne os senhores da situação.

Os filhos de Iansã, na condição de amigos, revelam-se pessoas confiáveis, mas cuidado, os mais prudentes, no entanto, não ousariam lhe confiar um segredo, pois, se mais tarde acontecer uma desavença, um filho de Iansã não pensará antes de usar tudo que lhe foi contado como arma.

Seu comportamento pode ser explosivo, como uma tempestade, ou calmo, como uma brisa de fim de tarde. Só uma coisa o tira do sério: mexer com um filho seu é o mesmo que comprar uma briga de morte: batem em qualquer um, crescem no corpo e na raiva, matam se for preciso.

Nascidos da Luz da Manhã, os Filhos de Iansã são a própria majestade do Orixá. Sua principal característica exterior é ser sempre uma entidade dominante. Ocupam naturalmente posição de destaque e nunca passam despercebidos. Gostam de vestir-se sempre na moda e de estarem sempre atualizados, embora haja sempre uma pitada de exagero em quase tudo o que fazem. Têm personalidade marcante, que dificilmente é esquecida. Brilham em quase tudo o que fazem. São temperamentais por excelência, mudam de opinião com facilidade, amando ou desprezando objetos e pessoas ou, ainda, coisas, absolutamente sem motivos aparente. São inconstantes e sentimentais, arrependendo-se com facilidade por atos praticados, mas, também, esquecendo-os e, não raras vezes, repetindo-os. O Filho de Iansã herda do Orixá suas características Guerreiras; empenha-se em discussões estéreis, às vezes, só pelo prazer de contestar, não se preocupando absolutamente com os resultados finais. Todavia, quase em tudo o que toca consegue levar a bom termo. É também muito dedicado e prestimoso e além de tudo, alegre.

As Filhas de Iansã são sempre extremadas: ou amam apaixonadamente ou simplesmente esquecem. Incapazes de odiar, não hesitam em se reaproximar de alguém que lhes tenha magoado, sentindo, não raras vezes, uma real piedade e amor por essa mesma pessoa se, por qualquer razão, estiver em posição de dor ou inferioridade. Não raras vezes, também, assumem as causas alheias, trazem parentes enfermos para dentro das próprias casas, depois, brigam com maridos e filhos por causa desses parentes, posteriormente, invertem toda a situação, mandando embora quem haviam trazido e buscando a paz familiar, como se nada tivesse acontecido. Fazendo tudo em escala maior, amam com intensidade, dá-se com facilidade, produzem ou promovem e depois, pura e simplesmente, esquecem. Quer seja homem ou mulher, o Filho de Iansã será sempre alguém que dificilmente consegue passar despercebido. 

Será sempre um temporal num copo d’água, passando da tranquilidade de um lago sereno a incerteza de um mar tempestuoso. Sua principal característica positiva reside na sua capacidade de não apenas perdoar quem eventualmente lhe haja ofendido, como principalmente, esquecer a ofensa. Talvez nenhum outro consiga realmente esquecer o Filho de Iansã. Quando lideres em alguma atividade, quase sempre marcam, de maneira indelével, suas administrações, mesmo que isso lhes custe sacrifícios. As Filhas de Iansã são extremadas como as chamadas “supermães”. Lutam pela felicidade e progresso de seus filhos e não admitem erros ou faltas, embora, quase nunca tenham coragem de punir as crianças. Como pessoas são exageradamente ciumentas, às vezes, chegando a infernizar a vida de seus companheiros por causa do ciúme.

Clique aqui e faça agora mesmo uma prece pedindo a proteção da mãe Iansã: http://floresemcasa.blogspot.com.br/2009/12/prece-yansa.html

Publicidade

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Origem e desenvolvimento histórico da Umbanda




Em fins do Século XIX, existiam, no Rio de Janeiro, várias modalidades de cultos que denotavam, nitidamente, a origem africana, embora já bem distanciadas da crença trazida pelos escravos. A magia dos velhos africanos, transmitida oralmente, através de gerações, desvirtuara-se mesclada com as feitiçarias provindas de Portugal onde, existiram sempre os feitiços, as rezas e as superstições.

As “macumbas” – mistura de catolicismo, feiticismo  negro e crenças nativas – multiplicavam-se; tomou vulto a atividade remunerada do feiticeiro; o “trabalho feito” passou a ordem do dia, dando motivo a outro, para lhe destruir os efeitos maléficos; generalizaram-se os “despachos”, visando obter favores para uns e prejudicar terceiros; aves e animais eram sacrificados, com as mais diversas finalidades; exigiam-se objetos raros para homenagear entidades ou satisfazer elementos da baixo astral. Sempre porém, obedecendo aos objetivos primordiais: aumentar a renda do feiticeiro ou “derrubar” os que não se curvassem ante os seus poderes ou pretendessem fazer-lhe concorrência. 

Os Mentores do Astral Superior, porém, estavam atentos ao que se passava. Organizava-se um movimento destinado a combater a magia negativa que se propagava assustadoramente; cumpria atingir, de início, as classes humildes, mais sujeitas às influências do clima de superstições que reinava na época.
“Enquanto isto, no plano terreno surge, no ano de 1904, o livro Religiões do Rio, elaborado por "João do Rio", pseudônimo de Paulo Barreto, membro emérito da Academia Brasileira de Letras. No livro, o autor faz um estudo sério e inequívoco das religiões e seitas existentes no Rio de Janeiro, àquela época, capital federal e centro socio-político-cultural do Brasil. O escritor, no intuito de levar ao conhecimento da sociedade os vários segmentos de religiosidade que se desenvolviam no então Distrito Federal, percorreu igrejas, templos, terreiros de bruxaria, macumbas cariocas, sinagogas, entrevistando pessoas e testemunhando fatos. Não obstante tal obra ter sido pautada em profunda pesquisa, em nenhuma página desta respeitosa edição cita-se o vocábulo Umbanda, pois tal terminologia era desconhecida.”
Formaram-se então, as falanges de trabalhadores espirituais, que se apresentariam na forma de Caboclos e Pretos Velhos, para mais facilmente serem compreendidos  pelo povo. Nas sessões espíritas, porém, não foram aceitos: identificados sob essas formas, eram considerados espíritos atrasados e suas mensagens não mereciam nem mesmo uma análise. Acercaram-se também dos Candomblés e dos cultos então denominados “baixo espiritismo”, as macumbas. É provável que, nestes, como nos Batuques do Rio Grande do Sul, tenham encontrado acolhida, com a finalidade de serem aproveitados nos trabalhos de magia, como elementos novos no velho sistema de feitiçaria.

A situação permanecia inalterada, ao iniciar-se o ano de 1900...

As determinações do Plano Astral, porém, deveriam cumprir-se:

Em 15 de novembro de 1908, compareceu a uma sessão da Federação Espírita, em Niterói, então dirigida por José de Souza, um jovem de 17 anos de tradicional família fluminense. Chamava-se ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES

Restabelecera-se, no dia anterior, de moléstia cuja origem os médicos haviam tentado, em vão, identificar. Sua recuperação inesperada por um espírito causara enorme supressa. Nem os doutores que o assistiam nem os tios, sacerdotes católicos, haviam encontrado explicação plausível. A família atendeu, então, à sugestão de um amigo, que se ofereceu para acompanhar o jovem Zélio à Federação.

Zélio foi convidado a participar da Mesa. Zélio sentiu-se deslocado, constrangido, em meio àqueles senhores. E causou logo um pequeno tumulto. Sem saber por que, em dado momento, ele disse: “Falta uma flor nesta casa: vou buscá-la”. E, apesar da advertência de que não poderia afastar-se, levantou-se, foi ao jardim e voltou com uma flor que colocou no centro da mesa. Serenado o ambiente e iniciados os trabalhos, manifestaram-se espíritos que se diziam de índios e escravos. O dirigente advertiu-os para que se retirassem. 

Nesse momento, Zélio sentiu-se dominado por uma força estranha e ouviu sua própria voz indagar por que não eram aceitas as mensagens dos negros e dos índios e se eram eles considerados atrasados apenas pela cor e pela classe social que declinavam. Essa observação suscitou  quase um tumulto. Seguiu-se um diálogo acalorado, no qual os dirigentes dos trabalhos procuravam doutrinar o espírito desconhecido que se manifestava e mantinha argumentação segura. 

Afinal um dos videntes pediu que a entidade de identificasse, já que lhe aparecia envolta numa aura de luz. Se querem um nome – respondeu Zélio inteiramente mediunizado – que seja este: "eu sou o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, porque para min não haverá caminhos fechados."

E, prosseguindo, anunciou a missão que trazia: estabelecer as bases de um culto, no qual os espíritos de índios e escravos viriam cumprir as determinações do Astral. No dia seguinte, declarou ele, estaria na residência do médium, para fundar um templo, que simbolizasse a verdadeira igualdade que deve existir entre encarnados e desencarnados.

"Levarei daqui uma semente e vou plantá-la no bairro de Neves, onde ela se transformará em árvore frondosa." 


No dia seguinte, 16 de novembro de 1908, na residência da família do jovem médium, na Rua Floriano Peixoto, 30 em Neves, bairro de Niterói, a entidade manifestou-se pontualmente no horário previsto – 20 horas. Ali se encontravam quase todos os dirigentes da Federação Espírita, amigos da família, surpresos e incrédulos, e grande número de desconhecidos que ninguém poderia dizer como haviam tomado conhecimento do ocorrido. Alguns aleijados aproximaram-se da entidade, receberam passes e, ao final da reunião, estavam curados. Foi essa uma das primeira provas da presença de uma força superior.

Nessa reunião, o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS estabeleceu as normas do culto, cuja prática seria denominada “sessão” e se realizaria à noite, das 20 às 22 horas, para atendimento público, totalmente gratuito, passes e recuperação de obsedados. O uniforme a ser usado pelos médiuns seria todo branco, de tecido simples. Não se permitiria retribuições financeiras pelo atendimento ou pelos trabalhos realizados. Os cânticos não seriam acompanhados de atabaques nem de palmas ritmadas.

A esse novo culto, que se alicerçava nessa noite, a entidade deu o nome de UMBANDA, e declarou fundado o primeiro templo para sua prática, com a denominação de tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, porque: “assim como Maria acolhe em seus braços o Filho, a Tenda acolheria os que a ela recorressem, nas horas de aflição”.

Através de Zélio manifestou-se, nessa mesma noite, um Preto Velho, Pai Antônio, para completar as curas de enfermos iniciadas pelo Caboclo. E foi ele quem ditou este ponto, hoje cantado no Brasil inteiro:

“Chegou, chegou, chegou com Deus,
Chegou, chegou, o Caboclo das sete Encruzilhadas”.

A partir desta data, a casa da família de Zélio tornou-se a meta enfermos, crentes, descrentes e curiosos. Os enfermos eram curados; os descrentes assistiam as provas irrefutáveis; os curiosos constatavam a presença de uma força superior; e os crentes aumentavam dia a dia.

Cinco anos mais tarde, manifestou-se o Orixá Malé, exclusivamente para a cura de obsedados e o combate aos trabalhos de magia negra.

Passados dez anos, o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS anunciou a Segunda etapa de sua missão: a fundação de sete templos, que deveriam constituir o núcleo central para a difusão da UMBANDA.

A Tenda da Piedade trabalha ativamente, produzindo curas, principalmente a recuperação de obsedados, considerados loucos, na época. Já então se contavam às centenas as curas realizadas pela entidade, comentadas em todo o Estado e confirmadas pelos próprios médicos, que recorriam a Tenda, em busca da cura dos seus doentes. E o Caboclo indicava, nas relações que lhe apresentavam com nome dos enfermos, os que poderia curar: eram os obsedados, portadores de moléstias de origem psíquica; os outros, dizia ele, competia à medicina curá-los. 


Zélio, já então casado, por determinação da entidade, recolhia os enfermos mais necessitados em sua residência, até o término do tratamento astral. E muitas vezes, as filhas, Zélia e Zilmeia, crianças ainda, cediam o seu aposento e dormiam em esteiras, para que os doentes fixassem bem acomodados.

Nas reuniões de estudo que se realizavam às quintas-feiras, a entidade preparava os médiuns que seriam indicados, posteriormente, para dirigir os novos templos. Fundaram-se, as Tendas Nossa Senhora da Guia, Nossa Senhora da Conceição, Santa Bárbara, São Pedro, Oxalá, São Jorge e São Jerônimo.

Pouco depois, a UMBANDA começou a expandir-se pelos Estados. Em São Paulo, fundaram-se, na Capital, 23 tendas e 19 em Santos. E, a seguir, em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Paraná. Em Belém, fundou-se a Tenda Mirim de São Benedito.

Confirmava-se a frase pronunciada na Federação Espírita: “Levarei daqui uma semente e vou plantá-la no bairro de Neves, onde ela se transformará em árvore frondosa”.

Em 1937, os templos fundados pelo CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS  reuniram-se, criando a Federação Espírita de Umbanda do Brasil, posteriormente denominada União Espiritualista de Umbanda do Brasil. E em 1947, surgiu o JORNAL DE UMBANDA que, durante mais de vinte anos, foi um órgão doutrinário de grande valor. Zélio de Moraes instalou federações umbandistas em São Paulo e Minas Gerais.

SEUS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS:

- 15 de novembro de 1908 – Zélio de Moraes, então com dezessete anos, mediunizado com uma entidade que deu o nome de Caboclo das Sete Encruzilhadas, funda, em Neves, subúrbio de Niterói, o primeiro terreiro de Umbanda. Usa pelo primeira vez o vocábulo UMBANDA, e define o movimento religioso como: “Uma manifestação do espírito para a caridade”.

- Novembro de 1918 – O Caboclo das Sete Encruzilhadas dá início à fundação de sete Tendas de Umbanda. Todas as Tendas foram fundadas no Rio de Janeiro.

- Ano de 1920 – A Umbanda espalha-se pelos Estados de São Paulo, Pará e Minas Gerais. 

- Em 1926 chega ao Rio Grande do Sul e em 1932 em Porto Alegre.

- Ano de 1939 – Os Templos fundados pelo Caboclo das Sete encruzilhadas reuniram-se, criando a federação Espírita de Umbanda do Brasil, posteriormente denominada União Espiritualista de Umbanda do Brasil, incorporando dezenas de outros terreiros fundados por inspiração de “entidades” de Umbanda que trabalhavam ativamente no astral sob a orientação do fundador da Umbanda.

- Outubro de 1941 – Reúne-se o Primeiro Congresso de Espiritismo de Umbanda. Outros Congressos havido posteriormente retiraram acertadamente o nome espiritismo que, de fato, pertence aos espíritas brasileiros, os quais seguem a respeitável doutrina codificada por Alan Kardec. Em suma, o espírita pratica o espiritismo; na Umbanda pratica-se o Umbandismo.

- Dia 12 de setembro de 1971 – Criado na cidade do Rio de Janeiro o primeiro organismo de caráter nacional. Tomou nome de CONDU – Conselho Nacional Deliberativo de Umbanda – que contam-se atualmente mais de 46 Federações, de norte a sul do país, reunindo representantes de mais de 40.000 Terreiros de Umbanda.

- Novembro de 1978 – Surge o livro Fundamentos de Umbanda, Revelação Religiosa – portador de mensagens do astral, trazendo, por fim, após 70 anos de existência da Umbanda, as bases teológicas e norteadoras da doutrina umbandista, com fundamentos integrais da nova religião e sua verdadeira origem. O livro expõe a estrutura básica do movimento religioso, no sentido de elevar a Umbanda à justa posição de RELIGIÃO eminentemente brasileira.

- Decorridos setenta anos de existência da Umbanda no Brasil, compreendidos entre 1098 / 1978, passou este curto espaço de tempo, porém significativo, a ser conhecido entre os estudiosos da causa como Período - Propagação da única e genuína força de credo, nascido neste século, em terras brasileiras.

Certamente que Zélio de Moraes, famoso médium já desencarnado, não iria supor que passadas menos de seis décadas, aquela crença, nascida no modesto bairro de Neves, fosse classificada, entre as religiões existentes, como a Segunda do país, comportando mais de vinte milhões de seguidores, num crescendo espantoso de fiéis, apesar das perseguições policiais a que foi submetida, das intrigas da religião majoritária, além do completo descaso de todos os governos até a data atual, mesmo tratando-se de uma preferência natural, espontânea, de mais de um sexto da população. 

Hoje, o movimento mágico e religioso da Umbanda estende-se por todo o Brasil, professado como pobreza e humildade, sem proselitismo, sem explorações na magra bolsa do povo, sem  dízimo compulsórios, mistérios mistificantes e regular envio a “royalties da fé” para o exterior.

Embora a Umbanda se apresente, muitas vezes, uma tanto desfigurada, com nuanças religiosas, reconhecemos que isso decorre desse período-propagação, no afã de conquistar almas, ainda que respeitando ambientes regionais. E nunca deixou, através das verdadeiras guias, de oferecer amparo prático, ajuda, orientação e, sobretudo, de inspirar o desejo de reascendimento dos corações que dela se socorrem, apontando sempre a eterna chama da esperança de dias melhores, calcados, naturalmente, na ação correta de cada instante, na cordura, no companheirismo e na fraternidade.

Os mentores da Umbanda, sediados na Aruanda (cidade localizada no plano astral), já determinaram sabiamente o procedimento normativo, religioso para os setenta anos vindouros, 1979/2049, como sendo o período de Afirmação Doutrinária. Obviamente, a doutrina de Umbanda ficará como ponto essencial para a estabilidade e perpetuação desse movimento, na forma digna, ensejada pelo estudo constante, a par do esforço sincero de cada devoto, no sentido de conduzir a Umbanda, no plano físico, a um merecido status de religião organizada, a serviço da comunidade religiosa nacional.

No imenso campo místico da nossa terra, onde proliferam, abundantemente, conceituações religiosas diversas, algumas das quais exóticas, cheias de superstições, interpretações confusas e duvidosas, mercantilismo, fanatismo, mistificações, “curas divinas” e desonesto profissionalismo pastoral, a Umbanda, sobranceira, erguerá seu edifício religioso, tendo como obreiros da primeira e da undécima hora, devotos excepcionais, médiuns sinceros, babalorixás e ialorixás honestos que, há muito, já assumiram posição na hierarquia de responsabilidade e trabalho, côncios de que a quantidade será relegada a segundo plano, em proveito da qualidade, e convictos de que, em matéria doutrinária, não pode nem deve haver transigências oportunistas, confirmando-se, desse modo, que “Umbanda é coisa séria para gente séria".

Umbanda, sendo a única religião criada no Brasil, não pode ser dividida. Quem tiver esta pretensão cairá no ridículo. A nossa religião deve ser tratada com todo carinho, amor, serenidade e estudo, sobretudo com a renovação de caráter dos que a professam para que a mesma possa espelhar a grandeza de sua doutrina. A Umbanda se sente desmerecida com o tratamento que lhe dispensam boa parte de terreiros onde se vê mais animismo do que mediunismo; mais interesses cúpidos do que magias; mais deslealdades do que autenticidades; mais personalismo do que espiritismo.

O sacrifício de animais (oferenda de sangue) nunca foi, não é e nem será ritual de Umbanda. Não cobrar, não matar, usar o branco, evangelizar e utilizar as forças da natureza são rituais de Umbanda. Portanto, podemos afirmar que a Umbanda é produto da evolução espiritual ou religiosa. Suas origens estão contidas nas filosofias orientais, fonte inicial de todos os cultos do mundo civilizado, que implantada em nossa terra, reuniu-se as práticas dos conceitos e crenças do índio, branco e negro.

Cavalcante Bandeira reporta-se aos mestres do idioma africano, citando o vocábulo umbanda como: “Arte de curar”, “Magia”, “Faculdade de curar por meio da medicina natural ou sobrenatural”; ou ainda “Os sortilégios que, segundo se presume, estabelecem e determinam a ligação entre os espíritos e o mundo físico”. O vocábulo “Umbanda” só pode ser identificado dentro das qualificadas línguas mortas. Todavia, entre os angolenses existe o termo “Quimbanda”, que significa “sacerdote, invocador de espíritos”, firmado no radical  mbanda , conservado através de milênios, legado de tradição oral da raça africana, o qual é uma corruptela do original u-banda ou aum-bandhã.
“Toda essa complexa Mistura, que o leigo chama de macumba, baixo espiritismo, magia negra, envolvendo práticas fetichistas e barulhentas... era a situação existente, quando surgiu um vigoroso movimento de luz, ordenado pelo astral superior, feito pelos espíritos que se apresentavam como Caboclos, Pretos Velhos e Crianças. Surgiram práticas as mais confusas e desordenadas, envolvendo oferendas com sacrifício de animais, sangue, etc., e por isso tudo fez-se imprescindível um novo movimento dentro desses cultos ou de sua massa de adeptos, feito pelos espíritos carminantes afins a essa massa e pelos que, dentro de afinidades mais elevadas, se aplicam no amor e na renúncia em prol da evolução de seus semelhantes, o qual foi lançado através da mediunidade de uns e outros pelos Caboclos e Pretos Velhos, com o nome de Umbanda. O termo umbanda que eles implantaram no meio para servir de bandeira a essa poderosa corrente (ensinaram que) é um termo litúrgico, sagrado, vibrado, que significa, num sentido mais profundo, o conjunto das leis de Deus”.
A Umbanda é um “movimento mágico religioso”, genuinamente brasileiro, e a sua finalidade primordial como religião é a de despertar anseios de espiritualidade na criatura humana. Para que esse despertamento se faça, torna-se necessário um permanente estado de religiosidade, onde toda vivência é baseada na compreensão e plena sensibilidade (não sentimentalismo), para com tudo e todos que nos cercam e compõem a humanidade.

A Umbanda é uma doutrina espiritualista como o Espiritismo, o Catolicismo, o Esoterismo, etc... o que não impede de haver entre elas diferenças essenciais que lhe dão características próprias. É resultante natural da fusão espiritual das raças branca, índia e negra.

Sua lei principal é resumida numa só palavra: CARIDADE – no sentido do amor fraterno em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social, não podendo haver ambicioso, vaidoso, mistificadores, pois estes, mais cedo ou mais tarde, são afastados da Umbanda pelos espíritos de luz.

Seu Mestre Supremo: JESUS (Filho de Deus)

Suas Normas: Sessões – Assim se chamariam os períodos de trabalhos espirituais;

Vestes – Os participantes estariam uniformizados de Branco

Sacrifícios – Os sacrifícios de aves e animais é totalmente alheio à Umbanda;

Fundamento básico – É a crença ou culto aos espíritos evoluídos;

Atendimento – GRATUITO

Origem da palavra "UMBANDA"

Oriunda do Sânscrito (a mais antiga língua da Terra-raiz mestra dos demais idiomas existentes no mundo), que se pode traduzir por “DEUS AO NOSSO LADO” ou “O LADO DE DEUS”.

ou

UM – Deus (único) – Deus, o supremo espírito.
BANDA – Povo da Terra – Grupo ou Facção.

Fonte:
Texto de Solano de Oxalá e Maria de Omolu; enviado a nós por Maria das Graças (Maria de Omolu) e todos os documentos relativos a este texto encontram-se na:
CASA BRANCA DE OXALÁ TEMPLO UMBANDISTA
Rua Barbacena, 35 – Lagoa Santa – Minas Gerais CEP 33400-000

Publicidade

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...