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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sociedade Teosófica: Caráter Sagrado do Compromisso

PARTE TRÊS – O TRABALHO DA SOCIEDADE TEOSÓFICA
3.4 – CARÁTER SAGRADO DO COMPROMISSO





P: Há algum sistema de ética que se aplique na Sociedade?

T: A nossa é bastante clara e fácil para quem quiser segui-la. É a essência da ética do mundo, tirada dos ensinamentos de todos os grandes reformadores do universo. 

Nela podem-se ver representados: Confúcio, Zoroastro, Lao-Tsé e o Bhagavad-Gítâ, os preceitos de Gautama Buddha e Jesus de Nazaré, de Hillel e sua escola, assim como os de Pitágoras, Sócrates, Platão e suas respectivas escolas.

P: E os membros da Sociedade seguem esses preceitos? Entendo que existem grandes dissensões e disputas entre eles.

T: É muito natural, pois, apesar da reforma, em seu estado atual pode se considerar como nova. Os homens e as mulheres que precisam ser reformados são as mesmas naturezas humanas pecadoras dos tempos passados. 

Como já disse, são poucos os membros ativos, zelosos e ardentes; mas muitos são os sinceros e bem dispostos, que tratam de defender, o melhor que podem, os ideais da Sociedade e os seus próprios. 

Nosso dever é ajudar os membros individualmente, em seu progresso intelectual, moral e espiritual, e não censurar os que erram ou fracassam. 

Não temos o direito de negar a admissão a pessoa alguma -- especialmente na seção esotérica — onde "quem entra é igual a um recém-nascido". Mas se algum membro, apesar de seus compromissos sagrados, contraídos sob palavra de honra e em nome do "Eu" imortal, continua depois desse "novo nascimento" com os vícios e defeitos da vida antiga, tolerando-os e satisfazendo-os não obstante pertencer à Sociedade, então, naturalmente, é muito provável que será convidado a se demitir ou, no caso de negar-se a isso, será expulso. Temos regras rigorosas para tais casos.

P. Pode citar algumas delas?

T: Sim: nenhum membro da Sociedade -- seja exotérico ou esotérico — tem o direito de impor suas opiniões pessoais a outro membro. É uma ofensa contra a Sociedade. Quanto à seção interna, agora chamada esotérica, possui uma regra apresentada e adotada desde 1880: "Nenhum irmão poderá servir-se para seu uso egoísta de nenhum conhecimento que lhe for dado por qualquer membro de grau superior, sendo a violação desta regra punida com a expulsão". 

Antes que possam ser comunicados esses conhecimentos, o aspirante deve comprometer-se sob juramento solene a não fazer uso dos mesmos com objetivos egoístas, nem a revelar nada do que lhe foi confiado, exceto estando autorizado a isso.

P: Mas uma pessoa expulsa ou demissionária pode revelar o que aprendeu, ou violar qualquer cláusula do compromisso adquirido?

T: Certamente que não. Sua expulsão ou demissão somente a exonera da obrigação de obediência ao mestre e de tomar parte ativa na obra da Sociedade, mas certamente não do sagrado compromisso do segredo.

P: Mas essa razão é justa?

T: Seguramente. Todo homem ou mulher dotado do mínimo sentimento de honra, sua promessa de segredo tomada sob sua palavra de honra — e muito mais — em nome de seu Eu superior (o Deus interno), é inviolável enquanto for vivo. E, mesmo deixando a Sociedade, nenhum homem ou mulher dignos pensará em atacar ou prejudicar uma corporação a que pertenceram em virtude de semelhante compromisso.

P: Isto não é extremar as coisas?

T: Pode ser que sim, levando-se em conta o relaxamento destes tempos e da moral; mas, se a promessa não fosse firme, que necessidade haveria de compromisso? 

Como pode alguém aspirar a ser instruída na ciência secreta, se espera poder libertar-se quando bem entender, de todas as obrigações que lhe impuseram? 

Que segurança, confiança ou crédito poderiam existir entre os homens, se tais compromissos não tivessem valor ou alguma força real? 

Acredite: a lei de retribuição (Karma) muito rapidamente daria o merecido a quem dessa maneira quebrasse seu compromisso; tão depressa talvez como se manifestaria o desprezo de todo homem honrado, até mesmo neste plano físico. 

Como disse muito bem o Path (julho, 1889, Nova York), quanto a este assunto: "Uma vez adquirido um compromisso, obriga-nos para sempre no mundo moral e no mundo oculto. Se alguma vez o violamos e sofremos as conseqüências, isto não justifica o violarmos de novo; e sempre que o façamos reagirá sobre nós a poderosa balança da Lei (do Karma)".

O Trabalho da Sociedade Teosófica

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

FUNÇÃO ENERGÉTICA DAS ERVAS


Alecrim - Ajuda a perdoar mágoas

Alfazema - Aumenta a autoconfiança

Anis-estrelado - Ajuda com os sentimentos e na liberação de emoções

Arnica - Promove a concentração de pensamentos

Artemísia - Estimula a ação e a manifestação das idéias

Arruda - Limpa a aura das sujeiras astrais

Babosa - Ajuda no desligamento mental

Camomila - Ajuda a cultivar a paciência e a confiança

Cânfora - Promove o desprendimento material

Capuchinha - Promove o sentimento de integridade e equilíbrio

Carqueja - Limpa o corpo das velhas emoções

Confrei - Estimula o sentimento de segurança pessoal

Dente-de-leão - Traz coragem para enfrentar os obstáculos

Erva-cidreira - Ajuda na tomada de decisões importantes da vida

Guiné - Limpa o corpo de energias negativas

Mil-folhas - Purifica o corpo de traumas e sentimentos negativos

Sabugueiro - Ajuda na tomada de rápidas decisões

Sálvia - Dá ânimo para colocar em movimento todas as energias do corpo

Tanchagem - Estimula a iniciativa

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Salmo XLV: "Superar dificuldades e abrir caminhos"

O Salmo 45 nos ajuda a superar as dificuldades, atrair sorte nos campos profissional, emocional e espiritual. 


Ler e recitar este Salmo vai lhe trazer beleza à paz espiritual, a jovialidade, estimulando dons artísticos. Este Salmo ajuda com o carisma e a popularidade.



1 Com o coração vibrando de boas palavras recito os meus versos em honra do rei; seja a minha língua como a pena de um hábil escritor.



2 És dos homens o mais notável; derramou-se graça em teus lábios, visto que Deus te abençoou para sempre.



3 Prende a espada à cintura, ó poderoso! Cobre-te de esplendor e majestade.



4 Na tua majestade cavalga vitoriosamente pela verdade, pela misericórdia e pela justiça; que a tua mão direita realize feitos gloriosos.



5 Tuas flechas afiadas atingem o coração dos inimigos do rei; debaixo dos teus pés caem nações.



6 O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de justiça é o cetro do teu reino.



7 Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, escolheu-te dentre os teus companheiros ungindo-te com óleo de alegria.



8 Todas as tuas vestes exalam aroma de mirra, aloés e cássia; nos palácios adornados de marfim ressoam os instrumentos de corda que te alegram.



9 Filhas de reis estão entre as mulheres da tua corte; à tua direita está a noiva real enfeitada de ouro puro de Ofir.



10 Ouça, ó filha, considere e incline os seus ouvidos: Esqueça o seu povo e a casa paterna.



11 O rei foi cativado pela sua beleza; honre-o, pois ele é o seu senhor.



12 A cidade de Tiro trará seus presentes; seus moradores mais ricos buscarão o seu favor.



13 Cheia de esplendor está a princesa em seus aposentos, com vestes enfeitadas de ouro.



14 Em roupas bordadas é conduzida ao rei, acompanhada de um cortejo de virgens; são levadas à tua presença.



15 Com alegria e exultação são conduzidas ao palácio do rei.



16 Os teus filhos ocuparão o trono dos teus pais; por toda a terra os farás príncipes.



17 Perpetuarei a tua lembrança por todas as gerações; por isso as nações te louvarão para todo o sempre.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Quem julga os outros, sem ser juiz?

Julgar os outros: um hábito comum em pessoas frustradas


As pessoas, seja qual for sua religião, condição social ou procedência, esperam que a justiça seja aplicada na sociedade.


Falar de justiça implica tratar incontáveis questões, mas neste artigo vamos nos centrar em um plano que não tem nada a ver com o direito canônico: falaremos do sentir psicológico de julgar e ser julgado na vida diária.

“É muito mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros”
– Antoine do Saint Exupéry –

Poderíamos dizer que certas pessoas não julgam situações de forma pontual e isolada, mas assumiram o papel de juízes para os pequenos eventos da existência dos outros, sem que ninguém tenha pedido que fizessem isso.

Por que a sociedade está cheia de falsos juízes? Por que assumem seus julgamentos de valor como válidos para eles e para outros? Como chegaram até esse ponto?

“Odeio os julgamentos que só esmagam e não transformam”
– Elías Canetti –

Será interessante ver algumas características que esses juízes sem toga compartilham, já que exercem como executores das sentenças mais daninhas e tóxicas em relação a todos os que estão ao seu redor.

As pessoas que julgam os outros:

– Costumam detestar grande parte de sua vida e por isso tentam, na medida do possível, conseguir intoxicar a dos outros.

– Não estão satisfeitas com o que fazem e não lidam bem com o fato de que alguém esteja satisfeito.

– Não são fáceis de detectar porque não são pessoas frias ou más, mas estão tremendamente frustradas e a frustração conduz à agressão, que se manifesta de muitas formas diferentes.

– Estão atormentadas pelas decisões que tomaram, possivelmente impostas por outros ou pelas circunstâncias sem terem sido desejadas. Elas mantêm uma relação de conflito psíquico com esse tipo de evento de sua vida.

– Querem justificar a trajetória de sua vida desacreditando a vida dos outros. Em algumas situações aludem ao famoso enunciado: “Não estou tão mal assim, olhe a vida da fulana”.

– Sem dúvida nenhuma, falam de pessoas e não de ideias.

– Dão opiniões em relação aos outros não sob um prisma global que compreenda tanto as falhas quanto os acertos cometidos por essa pessoa. Julgam se apoiando em heurísticos que lhes ancoram no reducionismo, na simplicidade e na subjetividade.

– Costumam ter valores que não são usados para dar calma a eles mesmos e ao seu entorno, a não ser para julgar os outros de forma constante.

– Não possuem hobbies e atividades que considerem interessantes.

– São muito pouco autocríticos com o que eles realizam. Não gostam de se sentirem julgados em uma tarefa que implique demonstrar seu desempenho.

– Irritam-se com facilidade.

– Os sucessos dos outros se devem a causas externas, instáveis e específicas, e os seus a causas internas, não decorrentes da situação. Ou seja, seu sucesso é justificado, mas o dos outros normalmente é produto da sorte.

–Não costumam expressar opiniões na presença de muitas pessoas. Não é interessante para eles como prática, pois pode deixá-los em evidência.

– Suas críticas refletem na maioria das ocasiões o desejo por experimentar o que a vida lhes negou ou que eles não puderam alcançar.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Chá de Tanchagem

Vamos falar agora de uma das mais poderosas plantas medicinais.

Que planta é essa?

É a tanchagem, cujo nome científico é Plantago major.

Esta planta é muito especial.

Ela limpa o sangue e os pulmões.

O chá de suas folhas serve como cicatrizante; combate diarreia, problemas gastrointestinais e dores de dentes; desinflama os gânglios; faz parar o catarro dos brônquios e desinflama boca e garganta.


É também excelente apoio para quem quer parar de fumar.


As folhas limpas e escaldadas em água fervente aplicadas sobre feridas ou úlceras são cicatrizantes e servem também contra lepra, mordida de cão e queimaduras.

O chá morno também serve para banho de assento em caso de leucorreia.

As folhas como emplastro curam feridas, fístulas e hemorroidas.

A infusão de folhas serve para estancar hemorragias nasais, em caso de retenção de líquidos e para eliminar a tosse e as mucosidades.

As folhas e espigas tomadas em cozimento são excelentes para curar algumas afecções hepáticas e estomacais.

É uma planta com forte ação anti-inflamatória.

Usa-se toda a parte aérea da planta, ou seja, as folhas e o pedúnculo.

Basta esmagar e colocar em água fervente duas colheres de sopa em um litro de água e esperar esfriar.

Coe e está pronto.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Filosofia: Eduardo Galeano (1940-2015)

“Muita gente pequena, em pequenos lugares, fazendo coisas pequenas podem transformar o mundo.”
“Em 1492, os nativos descobriram que eram índios. Descobriram que viviam num lugar chamado América. Descobriram que estavam nus, que existia o pecado. Descobriram que deviam obediência a um rei e uma rainha de outro mundo, e a um deus de outro céu. E que esse deus havia inventado a culpa e o vestido, e que mandou queimar vivo quem adorasse o sol, a luna, a terra e a chuva que a molha.”
“Os países que dão as ordens no mundo, através dos organismos que criaram para dar as ordens no mundo, ditam as ordens ao mundo mas não as seguem. Sim, porque eles são sádicos, mas não masoquistas.”
“As guerras mentem. Nenhuma tem a honestidade de confessar: eu mato para roubar. As sempre invocam motivos nobres. Matam em nome da paz, em nome da civilização, em nome do progresso, em nome da democracia, e para que não reste dúvidas, se nenhuma dessas mentiras não for suficiente, aparecem os meios de comunicação dispostos a inventar novos inimigos imaginários, para justificar a conversão do mundo em um grande manicômio, e imenso matadouro.”
“Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas um passarinho me contou que estamos feitos de histórias.”
“O futebol corre o perigo de se tornar um negócio tão rentável quando o das drogas e das armas. O que vai acabar com o miserável torcedor que vive da sua paixão, que dorme na porta do clube, ou o mendigo do bom futebol, que anda de estádio em estádio, com seu chapéu nas mãos, pedindo “uma jogadinha brilhante pelo amor de Deus.”
“A liberdade do dinheiro é inimiga da liberdade das pessoas.”
Reunimos acima algumas das facetas de Eduardo Galeano em sete frases suas. A do uruguaio que sonhou com a grande transformação em pequenas proporções, a do historiador da América Latina e suas veias abertas, a do questionador da ordem mundial, a do jornalista que denunciava o saqueamento e a matança dos países pobres, a do mais sensível contador de histórias, a do escritor amante do bom futebol (torcedor do Nacional, para os que tinham alguma dúvida) e a do defensor, através da poesia, da liberdade que interessa a todos, e não a alguns poucos.
Faltou a do autor que soube, como poucos, mesclar a realidade e a ficção, em suas deliciosas narrativas. Mas para isso, convidamos a que busquem o seu legado e leiam seus livros, não este mero blog.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Ayahuasca - Caminho para o interior divino


Vídeo documentário sobre o uso religioso do enteógeno ayahuasca. Um retrato dos que fazem dela sua ferramenta de desenvolvimento espiritual. Produção, filmagem e edição: Beatriz Meira Matos





"Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Eu vou limpando e defumando
Todos os seres são bem-vindos pra ajudar
Vamos limpar e harmonizar
Que o salão é da Rainha
E deve ser preparado com carinho
A harmonia começa em cada um
Com paz e amor no coração
Limpando tudo aquilo que não serve mais
Vou colocando cada coisa em seu lugar
Junto ao Cruzeiro, oito rosas pra Iemanjá
E viva a Rainha do Mar!
Seu Sete Flechas e os caboclos curadores
Trazem as essências da floresta
Doces perfumes, fina alfazema
Paz e alegria pra nossa festa
Respiro luz, paz, amor, tranqüilidade
A nossa casa só tem bondade
Pois já estamos na estrada do amor
E falta pouco para chegar"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Oxum

No sincretismo religioso brasileiro, apenas mudando o nome, Nossa Senhora da Conceição é Oxum. Rainha da água doce, das riquezas subterrâneas, dona dos rios, nascentes, mananciais, cascatas e cachoeiras.

Ora-Iê-Iêo!